Violência contra a mulher no Brasil: dados atualizados sobre feminicídio e os caminhos para romper o ciclo da violência
- Bruna Basevic
- há 9 horas
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Por: Bruna Basevic
A violência contra a mulher no Brasil continua sendo uma das mais graves violações de direitos humanos no país. Apesar de avanços legislativos como a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio, os números seguem alarmantes.
Segundo o Atlas da Violência 2024, uma mulher é vítima de feminicídio no Brasil a cada 7 horas. Apenas no primeiro semestre de 2025, foram registrados 718 feminicídios, com média diária de 5,25 casos consumados e 11,20 tentativas de feminicídio por dia.
Esses números revelam uma realidade urgente e que não pode ser tratada apenas como estatística.
O que é feminicídio e por que ele cresce no Brasil?
Feminicídio é o assassinato de uma mulher em razão de seu gênero. Ele geralmente ocorre após um ciclo de violência que pode incluir:
Violência psicológica
Violência moral
Violência patrimonial
Violência física
Violência sexual
A maioria dos casos acontece dentro do ambiente doméstico, muitas vezes praticada por companheiros ou ex-companheiros.
Além disso, especialistas apontam que a subnotificação ainda é alta. O medo, a dependência financeira, a culpa e a cultura do silêncio impedem milhares de mulheres de denunciar.
A violência contra a mulher tem raízes históricas no Brasil
No livro ELAS – Entre espinhos e flores: escritos sobre a violência contra as mulheres, o Instituto ELA contextualiza como a violência de gênero no Brasil não é um fenômeno recente, mas estrutural.
A obra destaca que compreender os índices atuais exige reconhecer a herança histórica que transformou corpos femininos em territórios de controle e dominação.
Como reforça o livro:
“Cada estatística é uma mulher com voz calada, um corpo marcado, um futuro interrompido.”
Não estamos falando apenas de dados. Estamos falando de vidas.
Por que continuar falando sobre violência contra a mulher?
Porque o silêncio ainda mata.
Porque o feminicídio não começa no momento do crime, ele começa muito antes, na naturalização de comportamentos abusivos.
Porque educar é prevenir.
O Instituto ELA — Educadoras do Brasil atua na conscientização, educação socioemocional, fortalecimento de redes de apoio e produção de conteúdo formativo para enfrentamento da violência de gênero.
O novo livro do Instituto ELA: educação como instrumento de enfrentamento
Em março, o Instituto ELA lança oficialmente o livro:
ELAS – Entre espinhos e flores
A obra reúne especialistas, educadoras e relatos que atravessam quatro pilares:
Entendimento dos dados e contextos da violência
Escuta ativa e acolhimento
Orientação jurídica e caminhos de proteção
Reconstrução, geração de renda e autonomia
Mais do que uma publicação, é um instrumento educativo e social.
O livro estará disponível:
Venda física durante o GEduc
Venda online pela Amazon

Convite especial: Live de pré-lançamento – 08 de março
No Dia Internacional da Mulher, 08/03, às 17h (horário de Brasília), o Instituto ELA realizará uma live especial de pré-lançamento no Instagram oficial: @ela_instituto
Com a participação das organizadoras e autoras da obra, o encontro irá abordar:
Dados atualizados sobre feminicídio no Brasil
Reflexões sobre prevenção
Caminhos legais de proteção
O papel da educação na transformação social
Se você busca informação séria, dados atualizados e compromisso real com a causa, essa live é para você.
Como buscar ajuda em casos de violência contra a mulher
Se você ou alguém que você conhece está em situação de violência:
Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher)
Em casos de emergência, ligue 190
Procure Delegacias da Mulher
Busque redes de apoio locais
Nenhuma mulher está sozinha.
Conclusão
A violência contra a mulher no Brasil é um problema estrutural, histórico e urgente. Combater o feminicídio exige informação, educação e mobilização coletiva.
Entre espinhos e flores, seguimos escolhendo florescer.
Participe da conversa.Compartilhe informação.Acompanhe o Instituto ELA.





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