• ELA

Mulheres: situação Social, Emocional e Financeira.

Por: Dr. José Roberto Covac


Conselheiro do Instituto Ela Educadoras do Brasil, colunista da Revista Ensino Superior, sócio da Covac Sociedade de Advogados e da Expertise Educação, e diretor jurídico do SEMESP












O Instituto Ela Educadoras foi fundado por um grupo de mulheres em pleno início da pandemia. Tempos difíceis para todos nós! Sua missão é criar uma rede de mulheres educadoras, que possam multiplicar conhecimentos, formar, fortalecer e apoiar mulheres em situação de vulnerabilidade social, emocional e financeira. Temos certeza que é um desafio grande, mas estamos juntos para apoiar. A educação é o coração e o foco central das ações do instituto. Acreditamos que a educação transforma vidas e apoiamos os projetos, as campanhas e os cursos. Conheci o Instituto casualmente. Fui numa audiência na Casa Civil do Governo do Estado de São Paulo, juntamente com o Rodrigo Capelato e João Otávio Bastos Junqueira, representando o Semesp – Sindicato das Entidades Mantenedoras dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo, para tratar sobre a Escola da família e financiamento estudantil para alunos do ensino superior. Aguardando na antessala, uma deputada que estava aguardando outra audiência, mencionou que o Governo do Estado de São Paulo, tinha aprovado uma Lei versando sobre dignidade feminina relacionada à pobreza menstrual. Um tema que abriu meus olhos e o coração! Afinal, não tenho filhas! E fui pesquisar mais sobre o assunto, que acredito ser crucial na vida da nossa sociedade, dignidade humana das meninas e mulheres. Pobreza Menstrual é expressão utilizada para denominar a falta de acesso a produtos de higiene menstrual como absorvente, coletor, papel higiênico, sabonete e água, deve ser tratada como política pública a fim de combater a precariedade que diversas mulheres enfrentam e as suas consequências, como a evasão escolar. O João Otávio então mencionou que o Instituto Ela - Educadoras do Brasil entre seus projetos, campanhas e objetivos em prol da missão, era uma campanha – Adote um Ciclo, de coleta de absorventes e distribuição de um kit higiene para meninas e jovens em situação de vulnerabilidade. A campanha era focada em meninas das escolas das periferias e das comunidades de extrema pobreza. “ Uma em cada 5 meninas deixam de estudar pois não tem acesso a higiene básica, incluindo absorventes“, dados alarmantes de pesquisas realizadas por instituições que visam trazer a tona temas sobre nossa sociedade. Entrei em contato com o Instituto Ela - Educadoras do Brasil para ver como poderia ajudar e vi o quanto pode ser feito, por cada um de nós, apoiando, divulgando, doando, sendo voluntário e ajudar a incentivar a sociedade na conscientização das necessidades e do lugar das mulheres.O trabalho do Instituto, não se restringe a enfrentar o problema da pobreza menstrual mas também inclui outros temas relevantes, como a violência contra mulher, além de programas educativos como cursos de extensão, capacitação, treinamento, alternativas para as instituições da educação básica, na programação da semana escolar, prevista na LDB, e obrigatória, nos próximos anos, enfim, apenas para exemplificar, as razões pelas quais, faço parte do Conselho, juntamente com outras pessoas importantes do meio educacional, que acreditam na transformação por meio da educação. Vale ressaltar, que algumas instituições de ensino, como Belas Artes, São Camilo, Uniítalo, São Luís, Unisanta, adotaram o programa Adote um Ciclo e estão arrecadando o kit higiene que inclui absorventes. O SEMESP também entrará na campanha junto aos seus associados, a campanha continua em 2022 e esperamos impactar mais meninas e jovens. Em 2021, foram arrecadados mais de 300 mil absorventes e aproximadamente 25 mil meninas e mulheres beneficiadas pelo Brasil. Acreditamos que com a curricularização da extensão, as Instituições de Ensino Superior poderão realizar projetos de extensão destinados às mulheres em situação de vulnerabilidade, bem como os colégios podem aproveitar a semana escolar do mês de março para sensibilizar também o tema violência contra a mulher, como previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. O instituto Ela já impactou com seus projetos, mais de 105 mil famílias, meninas e mulheres, mas sabemos que ainda temos muito para ser feito. Qualquer pessoa pode contribuir diretamente com o Instituto, pois toda entidade, mesmo sem fins lucrativos, tem seus custos para se manter. Sendo assim, caso queira contribuir basta fazer um depósito no PIX 35.696.048/0001-60 ou uma TED na conta Instituto Educadoras do Brasil – CNPJ 35.696.048/0001-60 Banco Itaú: Ag. 0745 - C/C 18857-3.


Acesse também o site do Instituto para conhecer e quem sabe se comprometer com a sua causa, que também é nossa!

https://www.institutoela.org.br/


Acredito que a causa tem um grande alcance social para as mulheres em vulnerabilidade social, emocional e financeira. Nossa sociedade precisa de projetos de transformação.

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